vi, em st. georg, uma dama deslumbrante descer de um corcel de duas rodas e desferir no foco seu mais deslumbrante glamour, como quem desce de uma libélula lunar, ou seria ou uma daquelas borboletas fumegantes que a garagem hermética do major gruber não conteve e escapou pelos 32 geradores de expansão. em st. georg as tribos diluem sua estética em bares boutiques e esquinas que sobraram do bombardeio dos inimigos do furer. por ali também passou, em um metrobus, a senhora que ralhou conosco, vil gentis, de nossos decebéis que o irritara. insolente, ela ou nós gentis, o fato é que desperdiçamos muito de nossa elegância por não desfrutarmos da nobreza de nossas bikes, preferimos as películas fumês dos carros que agravam nossa decadente engenharia de trânsito. estava indo comprar um saca-rolha para abrir o vinho, quando fui ver, percebi que a tampa era rosqueada. mais uma para o livro de anedotas.